segunda-feira, 2 de abril de 2018

Jovens em Missão na aérea ribeirinha

A experiência da Páscoa missionária reuniu 16 jovens que decidiram viver o Tríduo pascal com as comunidades ribeirinhas do Distrito de Calama, Paróquia São João Batista, região do Baixo madeira, Porto Velho. Além das visitas as casas dos moradores, os missionários celebraram com algumas comunidades o tríduo pascal, e realizaram encontro com a Juventude daquela paróquia.


A experiência proporcionou aos jovens um encontro com Jesus na vida do povo, que resulta no amadurecimento na fé. A experiência da missão organizada pela equipe da Família Comboniana (Padre, Irmã e leigos) vem fortalecer a vida da juventude, contribuindo no crescimento do carisma missionário e reforçando a identidade do discípulo missionário.
Seguindo o carisma Missionario Comboniano, optamos pelas areas ribeirinhas no desejo de sermos presença de esperança e vida para aqueles e aquelas que fazem dos desafios suas lutas diárias. Desejamos estar perto daqueles que estão longe, dos mais pobres. 
Jovem venha viver essa aventura da missão conosco, contate-nos:  69 993150687 









quinta-feira, 29 de março de 2018

Jovens em Missão


Um grupo de Jovens de diferentes Paróquias de Porto Velho-RO, partiram hoje para a missão do Baixo madeira para vivenciar a Páscoa com as comunidades ribeirinhas. Acompanham esses jovens o JMC (Jovens missionários Combonianos), o Padre Jorge Benavides (Colombiano), mccj e as Irmãs Missionárias Combonianas Márcia Correa (brasileira), Lydia Otieno (keniana) e Ghebaynesh (etiópica).




E você? Tem coragem de encarar essa linda aventura? junte-se a nós na aventura da missão. Entre nesse barco... Se você estiver interessada a viver a aventura da missão entre em contato conosco:  69 993150687 


terça-feira, 20 de março de 2018

Carta aberta de apoio ao povo do Brasil


“Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, 
porque deles é o Reino dos céus.” (Mt 5,10)

Nós, leigos, irmãs, irmãos e padres missionários combonianos de 16 países, de 3 continentes diferentes, reunidos em Salvador da Bahia no âmbito do Fórum Comboniano (de 11 a 19 de março) e do Fórum Social Mundial (de 13 a 17 de março) queremos nesta carta aberta manifestar a nossa solidariedade ao povo brasileiro de maneira geral e, em particular, a todas as pessoas de boa vontade que, apesar dos tempos difíceis da atualidade, de golpe e reformas nocivas, de intervenção militar, perseguições, ameaças e assassinatos, mantêm-se firmes no empenho da defesa dos direitos das pessoas e da criação, resistindo contra todas as formas de discriminação de gênero, raça, etnia, religião e ainda de destruição do meio ambiente.
A situação política e social com a qual nos deparamos no Brasil, de modo mais relevante os recentes assassinatos de Marielle Franco, no Rio de Janeiro, e de Sérgio Paulo Almeida do Nascimento, em Barcarena, Pará, causa-nos espanto e atinge-nos como parte da mesma família humana e de toda a criação, na certeza de que tudo está interligado, e impulsiona-nos, inspirados pelo carisma do nosso fundador, São Daniel Comboni, a fortalecer o nosso empenho na defesa de uma vida digna para todas as pessoas, e sobretudo, as mais pobres e abandonadas da sociedade.
Como missionárias e missionários, interpelados pelo testemunho de Jesus Cristo, reafirmamos o nosso compromisso nas várias dimensões da justiça e da paz, unindo-nos a todas e a todos os defensores da dignidade da vida humana e da criação, e auguramos que a força do Ressuscitado nos anime e fortaleça sempre mais na construção de um mundo mais justo e fraterno, nos guie pelos caminhos do Bem-Viver, e nos inspire nas denúncias das violações que ferem estes ideais.
Continuamos unidos e unidas,
Salvador da Bahia, 19/03/2018

Dia de São José, Operário


Os 53 participantes do Fórum Comboniano 2018.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Irmãs Missionárias Combonianas no Fórum Social Mundial (FSM)


Neste dia 15/03, celebramos o momento de oração com de oração com a alegria de celebrar o aniversário de Comboni e a nossa vocação missionária.
Dividimos-nos no local do Fórum Social Mundial (FSM) para participar de varias opções de workshops. Destacamos as apresentações dos nossos irmãos do Congo  e do Sudão do Sul e a criatividade do workshop da Rede O Grito contra o tráfico de pessoas.
Algumas de nós participamos de palestras sobre os novos paradigmas para o mundo de hoje.
Houve muitas manifestações e festas com varias expressões culturais e também protestos durante os intervalos.
Durante a tarde também participamos de palestras sobre educação popular e direitos humanos e no fórum mundial de teologia e libertação.
Ir Sandra Amado, Missionaria Comboniana






sexta-feira, 16 de março de 2018

MARIELLE, PRESENTE!


Marielle Franco cumpria o primeiro mandato como vereadora pelo partido há pouco mais de um ano. Ela foi assassinada na noite de quarta-feira no Rio de Janeiro com tiros na cabeça, dentro do seu carro, no bairro do Estácio, perto da prefeitura do Rio.
Homens em outro veículo atiraram pelo menos nove vezes contra o carro da vereadora, matando também o motorista, Anderson Pedro Gomes. Uma assessora ficou levemente ferida. 
O Rio está sob intervenção federal em uma tentativa de conter a escalada de violência o Estado. Há duas semanas, Marielle assumira o posto de relatora de uma comissão criada para monitorar as ações da intervenção federal no Rio. Em nota condenando o assassinato, o PSOL pede investigação do caso: "Exigimos apuração imediata e rigorosa desse crime hediondo. Não nos calaremos!"
 A notícia do assassinato levou à revolta e à comoção em todo Pais com manifestações em varias cidades e com repercusões no exterior.  
Um dia antes de morrer, Marielle protestou no Twitter contra a morte de mais um jovem no Rio. "Mais um homicídio de um jovem que pode estar entrando para a conta da PM. Matheus Melo estava saindo da igreja." "Quantos mais vão precisar morrer para que essa guerra acabe?"
 

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Missão a serviço da vida

Vocação Missionaria Comboniana


Somos Irmãs Missionárias Combonianas, chamadas a anunciar o evangelho a todos os povos. 
Somos uma família religiosa missionária formada por 1267 membros de 35 nacionalidades que atualiza na Igreja o carisma do Fundador São Daniel Comboni, dedicando-se totalmente à missão além fronteiras em quatro Continentes  –  África, América, Ásia, Europa.
Somos consagradas a Deus para a evangelização e vivemos fraternalmente em comunidades multiculturais.

A nossa finalidade é a evangelização dos povos aos quais não foi ainda anunciada a mensagem evangélica, privilegiando os mais pobres e necessitados, especialmente na África

JOVEM, você já penso em dedicar sua vida à Deus e à missão?
Se você deseja conhecer um pouco mais sobre a vocação Missionária Comboniana, não perca tempo, entre em contato conosco!

 vocacionadas@gmail.com, 


(69) 99315-0687 (Porto Velho), 
(27) 99644-1955 (São Mateus-ES), 
(27) 99629-6095 (Vitoria -ES) ,
(31) 3437-8729 (BH), 
(11) 2919-8740 (São Paulo), 
(71) 99399-7945 (Salvador) 



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segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

2* Dia Assembleia Provincial

Neste segundo dia de Assembleia, assessoradas por Moema Miranda, antropóloga social e membro da REPAM (Rede eclesial pan-amazônica) refletimos sobre a realidade sócio-politica e econômica global e do Brasil. 



domingo, 21 de janeiro de 2018

Recordar é viver, celebrar é viver

Assembleia Provincial das Irmas Missionarias Combonianas

Iniciamos hoje a Assembleia Provincial com um momento de oração fazendo memória das nossas queridas irmãs Luisa e Giusy. Recordamos o que elas nos deixaram como testemunho de vida missionária. Agradecemos a Deus pelo dom de nossas irmãs e pedimos que elas intercedam por nos e pela nossa assembleia.
Durante a oração alguns objetos nos ajudaram recordar e celebrar as vidas doadas de Luisa e Giusy: o violão de Ir. Giusy, as sandálias de Ir. Luisa e a Bíblia que elas utilizavam durante as visitas as comunidades. Concluímos a celebração onde cada Irma fez um sinal na sua vizinha com a terra do local do acidente.

Luisa e Giusy  estão presentes em nossa caminhada intercedendo por nos que estamos caminhando na estrada de Jesus verso o Reino. Com elas lembramos também Ir Rosa Guzzo que viveu muito anos na missão de Santo Antonio do Matupi-AM e e agora se encontram todas junto ao Pai.

Apos este momento rico de oração e partilha, nos encontramos no salão para um momento de partilha, discernimento sobre nossa presença missionária, em particular na Amazônia.
Amanha continuaremos com o momento do VER: onde faremos o encontro com a realidade através da analise da conjuntura- Realidade sócio-econômica-político e eclesial do Brasil. A Assessora será Moema Miranda, diretora do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas – IBASE e membro da Rede Pan amazônica (REPAM)



sábado, 23 de dezembro de 2017

Natal com as pessoas em situação de rua


No dia 13 de dezembro, a Pastoral do Povo de Rua da Paroquia de São Francisco de Assis realizou pelo segundo ano, a comemoração do Natal para as pessoas em situação de rua. Como no ano passado, o evento aconteceu na Praça do EPA, no Bairro Jardim da Penha. A celebração, preparada pela Pastoral, foi presidida pelo Pároco, Pe. Adenilson. Em sua homilia, com palavras simples, ele acentuou que Deus ama especialmente aqueles que não são amados e que Jesus nasce assumindo a condição do povo sofrido. Os pastores, pessoas pobres e que não tinham boa fama, foram os primeiros a receber o anuncio do nascimento do Messias. E estavam ali no presépio, junto a Jesus. Assim, hoje, Jesus se identifica com quem passa pela condição de morador de rua. Ele também não encontrou lugar e teve que nascer num curral, no meio dos animais.
Desde o início da celebração, as pessoas em situação de rua, se envolveram, com uma  participação comovente. Concluindo o momento celebrativo, cantamos Noite Feliz. Todos foram convidados a acender uma pequena vela no Círio, com a motivação de preservar sempre viva a chama da esperança que experimentamos pela vinda de Jesus ao mundo, assim sermos luzes uns para os outros .Foi lindo de ver como eles cuidavam de manter a sua vela acesa e um ajudava o outro a não deixar apagar a chama da pequena vela que cuidadosamente seguravam na mão. Também para os membros da pastoral foi um momento de profundo sentimento do que realmente significa o Natal. “Ao vermos ali nossos irmãos destituídos dos seus direitos, resistindo à exclusão e lutando pela sobrevivência cotidiana, sentimos que a melhor maneira de ajudá-los é respeitá-los, conhecê-los pelo nome, escutá-los e oferecer-lhes a nossa amizade".  
Terminada a celebração foram convidados a participar, som de cânticos natalinos, de uma ceia farta, preparada pelos membros da pastoral. A seguir receberam prendas contendo materiais de higiene de que tanto necessitam. Esta Pastoral teve inicio há dois anos, quando a nossa comunidade de Jardim da Penha, viu aumentar o número de pessoas em situação de rua. Sensibilizadas pelo sofrimento de tantos irmãos e irmãs que vinham bater à porta pedindo alimento ou roupa para cobrir o corpo, as irmãs, como comunidade, juntamente com outras pessoas também sensibilizadas pela situação, dentre elas o coordenador da pastoral do povo de rua a nível diocesano, decidiram promover a criação desta pastoral, na Paróquia de São Francisco de Assis.
As irmãs Combonianas, Geny e Paula, colaboraram no surgimento deste ministério, e atuam como membros da equipe que, com o apoio do Pároco, foi se constituindo por pessoas capacitadas em várias áreas; mas acima de tudo por pessoas movidas por um sentimento profundo de fé e amor, dons indispensáveis para esta ação de misericórdia, cuja missão é ser presença junto a essa população, reconhecer e celebrar os sinais de Deus presentes na sua história e desenvolver ações que transformem a situação de exclusão em projetos de vida para todos. Com estes objetivos a pastoral realiza encontros semanais com as pessoas que vivem em situação de rua, oferecendo a oportunidade de contato com a Palavra de Deus, além de alimentação, higiene e vestuário. Também estabelece parceria com comunidades terapêuticas, buscando acolher aqueles que demandam por tratamento de dependência química.
Ir Paula Camata




sábado, 9 de dezembro de 2017

ERA ESTRANGEIRO E ME ACOLHESTE

Era o dia 03.12.2017. Tarde de muito sol. A Avenida Paulista estava em festa. Bandeiras multicores desfraldavam.  O clima era de mundialidade. Bandeiras de Bolívia, Chile, Angola, Mauritânia, Senegal, Mali, Haiti, República Democrática do Congo, Paquistão, Bangladesh e Palestina, entre outras, davam uma ideia da diversidade presente na Marcha.Eram 4000 participantes. A banda de música, os tambores, flautas e outros instrumentos andinos, com seus ritmos próprios, davam um  toque de alegria pluricultural. O povo na rua com seus traços multirraciais anunciava que algo importante estava acontecendo. Trabalho de mobilização muito grande feito por muitos imigrantes latino-americanos, africanos e asiáticos, o que revela um processo de empoderamento do migrante, das redes e dos contatos pessoais.
Não era uma manifestação política do Movimento social “Vem Prá Rua”  e nem  do “Povo sem Medo”,  e muitos outros movimentos que marcaram presença na Avenida Paulista nesses últimos tempos. Era a 11ª Marcha dos Imigrantes, lutando PELO FIM DA INVISIBILIDADE DOS  IMIGRANTES. Marcha que foi instituída pela ONU em 18/12/1990 e que faz parte da mobilização mundial dos imigrantes. Este ano os imigrantes foram convidados a marcharem em prol da sua visibilidade enquanto sujeitos de direitos, ressaltando sua importância sócio econômica, cultural, histórica no desenvolvimento da sociedade brasileira.
Eu vi: crianças, jovens, mulheres, homens com seus trajes coloridos, o sorriso no rosto, em ritmos variados de danças, típicas das planícies e das alturas dos Andes anunciando: Estamos aqui. Viemos do frio e da neve das altas montanhas e das costas tropicais deste Continente. Viemos dos mares longínquos das costas africanas e aqui estamos. Viemos para ficar. Por isso lutamos, por isso dançamos, por isso cantamos, por isso marchamos.
QUAIS SÃO NOSSAS BANDEIRAS DE LUTA?
1 – Visibilidade e garantia de direitos para todas as pessoas imigrantes do mundo.
2 – Pelo fim do trabalho escravo e Contra a Portaria do Ministério do Trabalho nª 1129 de 13/10/2017.
3 – Pela regulamentação e implementação da nova Lei de Migração.
4 - Pelo Fim das deportações.
5 – Pelo direito de votar e ser votado.
6 – Pela Anistia aos imigrantes.
7 - Pelo fim da descriminação e xenofobia.
8 – pela ratificação dos tratados internacionais
9 – Pelo livre trânsito e residência para todos e todas.
10 -Pelo direito à educação, saúde, assistência social e moradia de qualidade.
11 – Pelo trabalho decente e justiça gratuita.
12 – Pela implementação de políticas publicas para todas as pessoas imigrantes.
13 – Pelo fim da exploração dos imigrantes.
14 – Por cidadania universal.


Nessa luta, estamos nós, as Missionárias Combonianas, que vivemos na zona leste de S. Paulo.  Decidimos acolher o apelo do Papa Francisco e plantar nossa tenda nessas periferias existenciais da Humanidade, solidarizando-nos com suas lutas, suas dores e lágrimas, conscientes de que a realidade do imigrante nessa cidade grande é missão através da qual Deus nos interpela como interpelou a comunidade de Mateus:“Era estrangeiro e me acolheste”(Mt 25,35).
                                                                                09.12.17
Amine Abrahao da Costa
Missionária Comboniana