sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Encontro Vocacional Comboniano em São Mateus, ES

“O que buscais?” 
Responderam-lhe: “Rabi - que quer dizer Mestre - onde moras?” 
Disse-lhes Ele: “Vinde e vede?”
(João, 1, 37)

Querida Jovem,
Ao longo da história da Salvação muitos jovens como João, Andre, Tiago e Pedro a partir desta pergunta, encontraram no Mestre o sentido e a razão da própria vida. Uma pergunta simples que demonstra o desejo profundo de conhecer o projeto de Deus para cada um. “Vinde e vede” é também o convite que fazemos à você, para conhecer melhor a missão de Jesus Cristo no carisma de São Daniel Comboni. Ainda jovem Daniel sentiu o apelo de dedicar a sua vida na evangelização do povo africano. E por esta causa viveu e morreu. Animadas pelo mesmo ideal, nós Irmãs Combonianas aceitamos o convite de Jesus para deixar tudo e segui-lo nesta família missionária. Também hoje a Igreja e o mundo necessitam de jovens alegres, simples e criativas para dar continuidade à missão de Jesus e de Comboni. Quem sabe este caminho não pode ser o seu?  As Irmãs Missionárias Combonianas de São Mateus estão realizando um encontro vocacional para jovens que desejam conhecer melhor a vida missionária comboniana. Este será no dia 16 de outubro, São Mateus, na comunidade das Irmãs. Pedimos que você traga a Bíblia, um caderno e caneta. Para confirmar a sua presença entre em contato com Ir. Janete no telefone: 3763-5311 ou e.mail Janete_san@yahoo.com.br

Um abraço fraterno. Ir. Janete Santos de Castro. Missionária Comboniana.

sábado, 23 de julho de 2011

Entrevista com ir. Luzia Premoli

por ir. Daniela Maccari

Querida Luzia,
em sua posição atual de Madre Geral da Congregação das Irmãs Missionárias Combonianas, tem uma visão mais ampla ...
 
Daniela: Onde a missão comboniana é mais urgente?
Luzia: A espiritualidade da Comboniana está centrada no Coração Transpassado de Cristo Bom Pastor, que vai a procura da ovelha desgarrada, que conduz tudo o rebanho para que tenha vida e vida em abundância. 
Em fidelidade com este carisma, é URGENTE que a Comboniana tenha olhos e ouvidos para enxergar e ouvir onde a huminade sofre mais por sua vida estar sendo esmagada de varios tipos de escravidões. Não existe um lugar privilegiado, pois vivendo em um mundo globalizado encontramos em todos os lugares pessoas que estão morendo humanamente, culturalmente, espiritualmente por causa de um sistema que exclue. Claro que temos que considerar também os lugares geográficos, pois em lugares “desconhecidos e que não atraem o interesse dos grandes” essa mesma humanidade sofre e morre anonimamente. Penso que precisamos estar atentas com o coraçao e os olhos para ver essas urgencias.

Daniela: Onde e como a VOZ do Senhor, que chama, se escuta mais: entre quais povos e com que tipo de presença?
Luzia: Eu conheço algumas realidades mais que outras. O que posso dizer è que em todos os lugares onde as combonianas hoje trabalham tem situações nas quais se faz sentir forte a VOZ do Senhor. No entanto é preciso sensibilidade para fazer escolhas proféticas. Temos em todo o mundo um grito da juventude cuja vida e ameaçada de tantas formas. Vimos a quantidades de jovens que fogem da Africa em busca de emprego na Europa, vemos aumentar o trafico de seres humanos, sobretudo mulheres e crianças, que são transformados em mercadoria a baixo custo, vemos países nas mãos de ditadores sem escrúpulos que enriquecem apoiando-se na ignorância e no medo do povo. É urgente uma educação libertadora, iniciativas que empoderem as pessoas, mesmo em pequenas atividades e ações, e importante uma formação cristã sólida, baseada na Palavra de Deus, que é vida plena e leva a uma mudança de comportamentos e favorece o engajamento na vida publica. Enfim o Senhor continua gritando, onde seu corpo continua a via sacra da crucifixão. A comboniana é chamada a estar com Ele. Quando fez sua consagração, através dos votos, ela escolheu de ser ESPOSA, AMIGA, AMANTE DE UM HOMEM QUE DEU A VIDA E MORREU NA CRUZ. Se ela esquece isso, então perde o sentido de amar os crucificados hoje, onde seu AMADO continua morrendo.

Daniela: Quais as caracteristicas de uma Comboniana hoje, para ela SER e RESPONDER adequatamente à vocação-missão considerando as necessidades dos povos?
Luzia: Penso que ja falei, mas repito, uma mulher que hoje quer se tornar uma comboniana, deve desenvolver suas atitudes  esponsais e maternas. Deve esposar a causa de Jesus, que é a causa dos crucificados, dos pobres, dos excluídos, daqueles a quem e negada a vida. Deve ser MÃE, ou seja, colocar o outro, a outra no centro das suas atenções, deve passar do amor egocêntrico ao amor oblativo. Deve estar disposta a “participar da maternidade de Deus” que cria e faz crescer, deve estar disposta a trabalhar junto com as pessoas, a viver em comunidade com tantas irmãs diferentes, como sinal de uma humanidade regenerada que e capaz de colocar Cristo no centro e não as suas necessidades pessoais. Deve preparar do ponto de vista profissional, mas deve lembrar que isso não basta, porque “é a caridade que faz capazes as pessoas. Estudar e capacitar-se a um ministério qualificado è uma exigência para uma candidata comboniana, mas junto a isso deve ser uma apaixonada por Deus e pelo povo, mas “com o fogo da caridade, do amor e não somente com palavras” como diz Comboni. 

domingo, 10 de julho de 2011

INSTENSIFICANDO A PRESENÇA MISSIONÁRIA

por ir. Rita Saccol

Missão é um projeto de libertação em curso. A missão lembra o caminho percorrido por Jesus. ELE convoca cada batizado para a construção de “uma Igreja autenticamente Missionária e Pascal” (Medellín V/15). É neste sentido que, após 11 anos de presença missionária das Irmãs Combonianas na Baixa do Tubo, periferia de Salvador (BA), chegou a hora de intensificar a presença concreta de Igreja “POVO DE DEUS” com mais um sinal.

As Irmãs desenvolvem sua atividade missionária através da Creche Pe. Ezequiel Ramin, Pastoral da Criança, grupos de oração, catequese e evangelização nas casas.

Chegou a hora de intensificar nossa presença. É urgente assumirmos nossa vocação missionária e sermos mais audazes discípulos/as missionários/as de Jesus Cristo.

No domingo de Ramos, 17 de abril, foi erguida uma grande Cruz, na Baixa do Tubo, como sinal de fé, no local da futura Capela em honra a São Daniel Comboni. Todas as comunidades da Paróquia Sagrada Família estiveram presentes, para celebrar a fé que nos une. Aos pés da Cruz foi colocada uma placa com a escrita: “AS OBRAS DE DEUS NASCEM AOS PÉS DA CRUZ” (São Daniel Comboni)

Quem é Daniel Comboni? Um Bispo apaixonado pelo povo africano e pelo Reino. Um grande missionário da África Central. Ele dizia: “Só tenho uma vida para oferecer pela salvação dos africanos: gostaria de ter mil e as ofereceria todas para esse fim”.
Nasceu na Itália no dia 15 de março de 1831. Deu vida ao projeto “Salvar a África com a África”, ou seja: os Africanos protagonistas de sua própria história. Fundou a Congregação dos Padres e das Missionárias Combonianas.
Enfraquecido pelas febres e pelas cruzes, morreu em Cartum (Sudão) em 10 de outubro de 1881 com apenas 50 anos de idade. Ao morrer disse: “Eu morro, mas minha obra não morrerá”.

Seu ideal é alimentado e vivido por mulheres e homens consagrados que continuam, nos quatro continentes, na realidade de hoje o que ele iniciou.
Ao sairmos do nosso lugar, mudamos o olhar do mundo e a perspectiva da vida.
Caminhar é a forma radical de partilha, e desta caminhada, todos voltamos transfigurados e com o olhar do Senhor ressuscitado.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Celebração de 50 anos e 25 anos de vida religiosa missionária

Na pagina "Vida Missionária" de nosso Blog, publicamos as cartas das irmãs Loreta Dalla Stella que celebra 25 anos, de Luigia Poli e Nazarena Devens que celebram 50 anos de vida religiosa missionária comboniana.

domingo, 20 de março de 2011

Entrevista com a Missionária Leiga Patrícia

1) Patrícia, como surgiu o desejo de realizar esta experiência missionária na Prelazia de Humaitá?
Como fazia parte da equipe do SAV da Paróquia de São Mateus, após cada encontro que realizávamos com os jovens ficava pensando porque não eu em dizer também um sim para DEUS. Aí foi aumentando o desejo da realização de uma experiência missionária. Foi então que, conversando com a Irmã Janete, pedi para ela se haveria alguma possibilidade de eu realizar essa experiência com as combonianas, e sugeri para ir para Lima - Peru. No capítulo, em sua viagem à Itália, ela conversou com outras irmãs e na volta disse que no Peru não tinham experiência com leigos então me sugeriu Moçambique ou aqui na Diocese de Humaitá - AM. foi quando chegamos a uma opinião que por eu não ter formação e nem experiências anteriores, poderia começar aqui pelo Brasil, até mesmo como uma fase de estágio, para depois pensarmos em algo mais distante.

2) Como é a realidade do seu campo de missão?
Aqui é uma vila no sul do Amazonas, tudo ainda muito precário, estima-se 9.000 habitantes e a sua maioria migrantes do Sul do país, Mato Grosso e Rondônia, que vieram em busca de terra e condições melhores de vida. O desmatamento nessa região é intenso, com muitas madereiras e fazendas com grandes criações de gados, mas em volta temos a mata virgem com uma riquíssima diversidade natural. O trabalho que irei realizar por aqui é basicamente com os ribeirinhos, povos indígenas e pastorais. Para visitar uma comunidade do interior, dependendo temos que enfrentar horas em estradas com péssimas condições, sem asfalto e dependendo do lugar mais umas 4 a 5 horas de barco. Amanhã começo a minha visita às aldeias indígenas então nessa questão ainda não tenho muito o que falar, depois mando notícias nesse aspecto, e também os trabalhos pastorais da paróquia, como os daí mesmo: catequese, pastoral da criança, dízimo, liturgia, PJ, dentre outros.

3) Quanto tempo você vai permanecer nesta missão? Em que ela está consistindo?
Devo ficar por aqui até o mês de abril, mas pretendo prolongar mais, na realidade a vontade é de nem voltar (risos), aqui o povo é muito acolhedor e o trabalho é intenso, sinto a necessidade de poder dar o meu melhor. Está sendo uma experiência ímpar em todas as áreas da minha vida.

4) Deixe um recado para o povo da diocese de São Mateus.
A saudade é grande, agradeço a cada um que me ajudou na minha formação humana, e espero que todos dêem o seu melhor para o Reino de Deus, que também possam dar o seu sim e juntos caminharmos com dignidade.
Abraços fraternos...

quarta-feira, 9 de março de 2011

8 de Março Dia Mundial da Mulher

A comunidade de Fortaleza celebrou o dia mundial da oração da Mulher que tem como titulo: "Quantos pães vocês têm?"
Foi um momento de grande alegria, de encontro, de oração, de partilha e de agradecimento pelo dom de sermos mulheres.
Mulheres de todas as cores, de diferentes idades, UNIDAS para CELEBRAR a VIDA, para encontrar a força necessária, para continuar a CUIDAR de nós mesmas, de nossos filhos e filhas; continuando em nosso dia-a-dia na solidariedade para fazer de nós UM CANTO DE UNIDADE e pedir PÃO e PAZ para todos os povos.

terça-feira, 1 de março de 2011

Dia mundial de Oração da Mulher - dia 4 de outubro

Quantos pães vocês tem?Todo ano, na primeira sexta-feria do mês de março, mulheres do mundo inteiro reunem-se para celebrar o dia mundial de oração da mulheres. O momento é ecumenico e cada ano preparado por mulheres de diferentes estados.
O dia mundial de oração das mulheres é uma oportunidade para nós mulheres nos conscientizarmos do que acontece no mundo e a não viverem isoladamente. É um momento de enriquecimento com experiências de fé vividas por cristãos de outros países, partilhando as cargas de outras pessoas, orando com e por elas. As mulhere são convidadas, atraves da oração a reconhecerem seus dons e talentos e usá-los em benefício da comunidade.
No DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO, as mulheres reconhecem que a Oração e a Ação são inseparáveis e que ambas têm incontestável influência no mundo.

Este ano foram as mulheres do Chile que escolheram o tema da oração: "Quantos pães temos?"

Textos de reflexão biblica para o aprofundamento do Tema proposto podem encontrá-los no seguinte endereço e-mail:
http://www.dmoracao.com.br/index.html

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A metodologia Gol.d chega à Associação Crescer Juntos!

Neste mês de fevereiro, mas precisamente no dia 08, iniciaram - se as atividades do Projeto Redes na Associação Crescer Juntos em parceria da mesma com a ONG Visão Mundial.
A Visão Mundial é uma organização cristã (presente no Brasil desde 1975) de assistência, desenvolvimento e promoção de justiça, que se dedica ao trabalho com crianças, famílias e comunidades em todo o mundo, a fim de que alcancem seu potencial por meio do combate às causas da pobreza. O foco da Visão Mundial são as crianças, mas a organização acredita que para garantir-lhes um futuro melhor é preciso criar alternativas de desenvolvimento para as famílias e para as comunidades nas quais elas estão inseridas.
A Visão Mundial e ANDE (Agência Nacional de Desenvolvimento Microempresarial) auxiliam na organização dos indivíduos em Gol.d e facilitam o acesso à educação financeira, fortalecimento do grupo, empreendedorismo, independência, e desenvolvimento transformador. Em parceria com o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento e o SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas, a Visão Mundial e a ANDE iniciaram a adaptação da metodologia indiana nos Estados do Ceará e Rio Grande do Norte em janeiro de 2009, através do Projeto Redes de Desenvolvimento.
Os Gol.d – Grupos de Oportunidades Locais e Desenvolvimento – surgiram a partir da adaptação de uma metodologia indiana, chamada Self Help
Group,  para o contexto brasileiro, em conjunto com a experiência da Visão Mundial e da ANDE – Agência Nacional de Desenvolvimento Microempresarial.
O Gol.d é um grupo de 10 a 20 pessoas que se reúnem semanalmente, no intuito de discutir os problemas e dificuldades do grupo e de sua comunidade, e desenvolver o hábito de poupança. Através das reuniões os grupos buscam coletivamente soluções para os problemas de cada indivíduo e do grupo, através do apoio mútuo, da solidariedade e da troca de experiências.
O hábito de poupança permite ao Gol.d criar um fundo comum, que poderá ser usado para empréstimos entre os membros, visando a solução de problemas emergenciais e para a criação e desenvolvimento de microempreendimentos.
As mais importantes características do Gol.d são a autonomia, democracia e empoderamento dos indivíduos. Seus membros decidem o quanto poupar, a prioridade do uso deste fundo comum e as regras de funcionamento do Gol.d.
Com o apoio de parceiros locais, como associações, cooperativas, e outras organizações não governamentais, o Projeto objetiva contribuir para a erradicação da pobreza no Nordeste do Brasil. Até dezembro de 2012 o Projeto deve atingir 50.000 beneficiários diretos, promovendo a criação de empreendimentos e o desenvolvimento das comunidades, em todos os nove Estados do Nordeste e o Estado de Minas Gerais.

Família Comboniana na Amazônia

Por Ir. Olga Estela Sánchez

Em 2006, nós Missionárias Combonianas chegamos a Santo Antônio do Matupi - Km 180 da Transamazônica, AM. No ano passado, começamos um trabalho em equipe como família comboniana, formada pelas irmãs Rosa Guzzo, Cândida Martins e Olga Sánchez; pelo padre Massimo Raimundo e pelo leigo Osmar Marcoli.

Nossa área paroquial é de 300 km. Acompanhamos muitas das realidades da Amazônia como os migrantes e colonos, que vieram em busca de terra e melhores oportunidades de vida, ribeirinhos do Rio Aripuanã e povos indígenas como Parintintim, Dihaoi, e Tenharim . As culturas são mistas, elas nos desafiam no trabalho pastoral e exigem de nós metodologias diferentes.

Os valores da partilha e organização dos povos indígenas, da paciência e contemplação dos ribeirinhos, da festa e do trabalho dos migrantes, vão construindo o Reino na nossa Paróquia Santa Luzia. Mas também enfrentamos diferentes problemáticas como a questão da terra, da exploração florestal, das drogas e prostituição infantil.

O crescimento humano é também um desafio para nós como equipe. É uma experiência rica, feita de alegrias e dificuldades, mas contamos com a ajuda de Deus, para crescermos como missionários e missionárias, e sermos cada vez mais testemunhas do Seu amor, junto aos povos que acompanhamos.

DANDO UMA RASTEIRA NO “SEMPRE FOI ASSIM”

Por ir. Nilma do Carmo de Jesus

Neste número de “Missão é vida”, queremos falar de duas mulheres que ousaram transformar o rumo da história. Para isso, assumem papéis que vão desafiá-las e nem por isso se amedrontam, mas ao contrário, atrevem-se a enfrentar a beleza e as dificuldades do ministério que lhes foi confiado.
A primeira é Dilma Rousseff, mineira, eleita pelo povo brasileiro no dia 31 de outubro 2010 para ser a primeira presidente mulher por um mandato de quatro anos. Mulher destemida com profundas convicções. Ela faz parte das vítimas da ditadura militar, foi presa e torturada. Sem dúvida, ela saberá presidir com a firmeza de uma mulher sofrida e com o tom feminino de quem sabe educar e contribuir para o desenvolvimento do país, procurando acabar com a miséria que fere a dignidade humana.
A segunda é Aung San Suu Kyi Nyein Chan Naing, da antiga Birmânia, atual Myanmar, da cidade de Rangum, sobre uma das margens do Lago Inya. Ganhadora do prêmio Nobel da paz, libertada no dia 13 de novembro 2010, depois de sete anos de prisão domiciliar pelo regime militar de Myanmar. Mulher capaz de promover a paz, a reconciliação, a união, o diálogo e a democracia; mulher destemida sem mágoas nem rancor: “Sou pela reconciliação nacional. Sou a favor do diálogo e, qualquer que seja a minha autoridade, quero utilizá-la para esse fim”. Aung San Suu kyi quer uma revolução pacífica que leve à democracia, onde todos tenham vez e voz.
Acredito que a profetisa e juíza Débora poderá servir de fonte inspiradora para essas duas mulheres políticas, pois antecedeu o seu tempo e soube ser uma mulher política, corajosa, destemida e se definia como “Mãe de Israel”. (cf. Juízes 4,4-10), assim como Dilma e Aung San poderão ser “Mãe do Brasil, Mãe de Nyanmar”. Mulheres que sabem usar de ternura e também sabem ser firmes nas suas decisões.
Duas mulheres de dois continentes bem diferentes, mas com muita coisa em comum: o ministério da liderança. Elas têm a audácia de desmitificar o tabu “sempre foi assim”, de ir contra corrente, para mostrar à sociedade e a Igreja que o olhar de outra cultura, o jeito feminino de coordenar, presidir podem fazer a diferença. Que Dilma e Aung San Suu sejam mulheres de transformação, de presença e geradoras de vida como foi Débora. As duas estão dando uma rasteira na mesmice, para dar um novo rumo à história. A ousadia dessas duas mulheres nos impulsiona a acreditar ainda mais que o potencial que o Senhor coloca em cada uma de nós deve ser colocado a serviço da missão, de uma vida doada e acolhida no seu quotidiano.