domingo, 7 de julho de 2013

Infancia Missionária

 Pedalada Missionária



Pedalada Missionária na Paróquia São Francisco de Assis - Vitória - ES
Em sintonia com as Pontifícias Obras Missionárias do Brasil (POM) na comemoração dos 170 anos da IAM no mundo, aconteceu no dia 07/07, pelas ruas do bairro Jardim da Penha, em Vitória, ES a pedalada missionária. Participaram desta atividade crianças e adolescentes da catequese e da IAM da paróquia São Francisco de Assis.
Foi muito positiva a presença das famílias das crianças e adolescentes, do pároco Pe. Josemar Stein, das catequistas, das assessoras da IAM e também das Irmãs Missionárias Combonianas, Giane e Geny.
Pe. Josemar, na abertura da pedalada ressalta que “Jesus vai a frente deste trabalho, Ele é o Grande Missionário que nos chama. Conforme o Evangelho deste domingo, Ele convoca os 72 discípulos e os envia em Missão. Assim também estamos aqui na rua para propagar a grandeza de Deus e seu Amor numa missão de paz”.

Durante o percurso foram feitas as cinco paradas onde foi rezada uma dezena do terço, lembrando situações missionárias das crianças, adolescentes e jovens dos cinco continentes. “Ser missionário é ajudar estes continentes que estão mais necessitados”, comentou um adolescente da IAM.



sexta-feira, 5 de julho de 2013

Nadi Maria Almeida



Ide pelo Mundo ...
Ir. Nadi com um grupo de jovens vocacionadas
Irmã Nadi Maria de Almeida, natural do Paraná, é missionária comboniana em Kampala - Uganda. Há 13 anos deixou o seu país, a sua família, os seus amigos para ir partilhar a sua vida e sua fé com os nossos irmãos africanos.
 
Ir. Nadi trabalha com os jovens e dedica a sua vida na animação missionária e vocacional.

E você jovem gostaria de ir além fronteiras levando a Boa Notícia de Jesus Cristo? Que tal ser comboniana?

Ir. Nadi, a primeira a direita em missão na Uganda






sábado, 11 de maio de 2013

V Conferência Regional para América Latina e Caribe da UMOFC


Dos dias 8 à 12 de abril de 2013 foi realizada na Cidade do México a V Conferência Regional para América Latina e Caribe da UMOFC (União Mundial das Organizações Femininas Católicas). 
Irmã Gabriella e Irmã Maria Jovanna
            A UMOFC é uma organização com representação na UNESCO e na FAO, e há mais de 100 anos reúne dezenas de organizações de mulheres de 60 países. O encontro  teve como tema  o Tráfico de pessoas e como lema: "transformamos em ação o silêncio e a omissão diante do tráfico de pessoas e o abuso dos mais vulneráveis" e reuniu 150  representantes de 13 países Cuba, Argentina, Brasil, Venezuela, Colômbia  Honduras, Costa Rica, Guatemala, Nicarágua, Estados Unidos, Espanha, Itália e México
      Além destes representantes participaram membros da Caritas de diferentes países da America Central e Caribe, representantes de projetos de atenção às vítimas de tráfico de seres humanos da Conferencia dos Bispos dos Estados Unidos e ir. Gabriella Bottani, da Rede Um Grito pela Vida, representando a Rede Internacional da Vida Consagrada no enfrentamento ao tráfico de pessoas.
Participantes da conferência
Ir. Gabriella partilhou a experiê-ncia de Talitha Kum, rede que articula 21 redes de religiosas atuantes em 75 países dos 5 continentes. A vida religiosa deu seu testemu-nho profético, sublinha-ndo a importância de um trabalho em rede que favoreça o diálogo, o intercâmbio e o desenvolvi-mento de estraté-gias comuns no enfrentamento ao tráfico de pessoas.
   O tráfico de pessoas, sobretudo de mulheres jovens, crianças e adolescentes,  para exploração sexual,  trabalho forçado,  remoção de órgãos   é o segundo negócio ilícito mais rentável.
            Durante todo o encontro ecoaram as palavras do papa Francisco  no dia de Páscoa:  "o tráfico de pessoas, a escravatura mais extensa neste século vinte e um." 


sexta-feira, 10 de maio de 2013

“EIS-ME AQUI, SENHOR, ENVIA-ME”


Irmã Josefina cantando com grupo de crianças e adolescentes em Sudão.
Eu Sou Ir. Josefina da Rocha, missionária comboniana, originária do Paraná e atuo no Egito. Para mim ser missionária comboniana no contexto do Egito é:

·       Estar presente na vida do povo;
·     Viver uma vida simples no meio do povo;
·   Viver em comunidade multicultural e internacional;
·    Animar a Igreja local;
·   Estar presente nos encontros ecumênicos e  intereligiosos;
·    Ser ponte entre diferentes paróquias;
·   Investir na formação missionária dos jovens;
·   Promover os valores da justiça e da paz e o respeito pela natureza;
·    Promover a consciência política e social;
·  Ser sensível aos mais pobres;
·   Chorar com quem chora e sorrir com quem sorri;
*  Viver sempre com um coração aberto e disposto a deixar-se ferir por amor;
É por esses motivos que cada dia digo: “eis-me aqui, Senhor, envia-me”. E você, jovem, venha fazer parte desta família, venha partilhar a tua vida conosco, com os povos que ainda não conhecem o Evangelho de Jesus Cristo. Entre em contato conosco.
Com meninos de Makhalfa.
Irmã Josefina com grupo de jovens - Assuit.








segunda-feira, 28 de janeiro de 2013


Com fé desperta para a Missão

Por Irmã Suelyn Smiguel 

Irmã Suelyn com violão

        A minha Missão em Portugal  é na pastoral juvenil: estar com os jovens, conhecê-los, amá-los e ser testemunha de Cristo confiando que a Graça de Deus atua sempre: a nossa parte é semear. O que fazemos? Em colaboração com toda a família comboniana,  acompanhamos os jovens do Movimento JIM (Jovens em Missão), que são grupos de jovens paroquiais, aos quais ajudamos na sua formação missionária e partilhamos a nossa espiritualidade comboniana, para que sejam cada vez mais ativos em suas paróquias. No JIM, formamos uma equipe em que visitamos e acompanhamos estes grupos de jovens. Preparamos encontros, retiros, acampamentos de verão, a peregrinação à Fátima (a pé) e muitas outras atividades que ajudam a crescermos em comunhão com Cristo e como Igreja missionária. Cada ano escolhemos um tema para que todo o Movimento JIM cresça em comunhão. Como estamos no Ano da Fé, o tema 2013 é: ” Com Fé desperta para a Missão”.
Procuro participar também nas reuniões da pastoral juvenil a nível diocesano, com o objetivo de conhecer mais, inserir-me, ser esta presença missionária e estar em contato com mais jovens, que anseiam e desejam encontrar-se com Deus e serem desafiados por Ele.
Irmã Suelyn animando o grupo

A realidade de Portugal não tem sido nada fácil, assim como em outros países europeus. A crise econÔmica se agrava cada vez mais. O desemprego, a falta de oportunidades aumenta a cada dia e isso tem obrigado muitas famílias e principalmente os jovens a emigrarem, por uma vida melhor.
O que vejo de mais comum nos jovens portugueses como consequência desta realidade, é a insegurança e o medo ao futuro. O que vejo e contemplo neles também, é a esperança e a atitude de perseverar. Uma fé que procuram viver no seu dia-a-dia, e esperam que nós também a testemunhemos com gestos concretos de acolhimento, amor e comunhão.
Sinto-me muito desafiada por eles a responder com mais amor e responsabilidade à minha vocação missionária comboniana.
Espero por mais jovens brasileiras e brasileiros para partilharem a sua fé em Cristo aqui em Portugal ou em qualquer outra parte do mundo, pois assim como nos diz Bento XVI: “a fé cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e é comunicada como experiência de graça e de alegria” Porta fidei 07

Venham fazer parte desta família comboniana, 
para que com fé despertemos tantas pessoas para a missão!
     

domingo, 20 de janeiro de 2013


EM SOLIDARIEDADE! 
Por Irmã Sandra Amado

Irmã Sandra 2ª da direita com a equipe de "Solidariedade"
Viver em solidariedade é uma atitude e uma resposta! Já faz cinco anos que fui destinada para trabalhar na missão no Sul do Sudão. Sou Missionária Comboniana brasileira trabalhando na área da educação aqui neste país. Desde o começo do ano pertenço ao projeto “Solidarity with South Sudan.”  

O Sul do Sudão é o mais novo país no nordeste da África; antes fazia parte do Sudão. Mas o povo não estava contente sob o jugo de um governo muçulmano. Lutaram por mais de vinte anos para serem livres. Este ano em 9 de Julho comemoramos o primeiro ano de independência com muita festa e dança mas os desafios são grandes. Como em muitos outros países o petróleo no solo mais parece uma praga do que uma bênção! A educação é uma área muito afetada. 
O governo está dando alguns passos para melhorar o nível da educação do país com programas de treinamento para professores mas no momento parece nível zero! Então a Igreja como sempre na base procura de ajudar o povo a serem protagonistas de sua história de luta e liberdade já bem vivida.
A Conferência dos Bispos aqui pediu ajuda às congregações religiosas e missionárias para dar uma mão nas áreas da saúde formando enfermeiras qualificadas e na educação formando professores para as escolas primárias do país. Então estou colaborando com outras irmãs e irmãos nos programas de formação dos professores (as) no projeto Solidariedade com o Sul do Sudão.

Irmã Sandra com pescadores ...
Trabalho no projeto, numa das comunidades formadas de diferentes religiosos (as) e missionários (as) e leigos (as) vivendo juntos. Mas também estamos disponíveis a ir para outros centros espalhados pelo país. Na minha comunidade de base em Yambio somos seis e cada um de diferente país e congregação com um objetivo comum: capacitar os professores. É desafio mas também gratificação!
Estamos nos colégios de Yambio e Malakal mas também vamos em lugares precários, ensinando em barracas com teto de sapé, encontrando gente ávida de formação, caminhando mais de duas horas no sol quente para não perder as aulas! Mulheres e homens fortes apesar da pobreza. Gente dignas de todos os esforços possíveis.
Irmã Sandra com a equipe de "solidariedade"
Para mim, comboniana, vejo o nosso fundador S. Daniel Comboni muito feliz com esse projeto no Sul do Sudão, afinal ele sempre quis isso assim mesmo! Gente qualificada e de boa vontade, de diferentes países, leigos, missionários, religiosos trabalhando pela capacitação dos africanos.
Uma palavrinha aos jovens: tudo vale a pena quando a alma não é pequena! Vale a pena sim responder sem medo àquela vontade de algo mais. Algo que nem sabemos de onde vem ou o que é. É vontade de Deus em nós. É o Espírito de Deus soprando no coração! Vem que eu te chamo! Vai que eu te envio!

Da esquerda à direita as irmãs: Nilma, Giane, Maria e Chiara
"Senhor, nós somos o barro, tu és o oleiro" Is 64:8

Irmã Maria com Irmã Janete
“Aquietai-vos e sabei que Eu sou Deus…” PS 46:10
     
Ir. Maria A. Thedzi

Nos  dias 9 à 14 de janeiro, nós, as irmãs de votos temporários da província de Brasil, provenientes de 3 continentes: da África (Moçambique); da América  (Brasil) e da Europa (Itália);  tivemos encontro de formação e retiro na casa provincial – Vitoria - ES. No primeiro dia foi o retiro, mergulhamos na espiritualidade Comboniana e oração, orientada pela Irmã Nilma do Carmo de Jesus, a nossa provincial.
No segundo e terceiro dia tivemos encontro com o terapeuta holístico Kélvio Luiz Martins que nos ajudou com o tema: Relações interpessoais Auto-conhecimento e Comunicação. Foi  um momento de encontro consigo mesma. Com exercício de respiração, filmes, histórias e dinâmicas, cada irmã entrou no convívio de si mesma renovando e descobrindo a sua parte racional que vem da  pessoa  adulta e parte emocional que vem da criança interior que cada ser humano tem. Vivemos o auto-conhecimento respirando a vida no MOMENTO PRESENTE, buscando o Reino de Deus na definição da Psicologia Moderna que é o bem-estar, viver a felicidade, paz e amor que são pontos de partida da vida de todo o ser humano. A partilha de cada irmã ajudou a outra a descobrir as riquezas de vida que temos, o dom de Deus que nos ajuda a optar pelo bem. 
O quarto e o quinto dia foi a reflexão sobre a Identidade Comboniana e o sentido de Pertença à Congregação, com a ir. Janete Santos de Castro. Foi o momento da graça de Deus, ir às raízes da nossa Congregação a partir  do Fundador até nós. Identidade: Irmãs Missionárias Combonianas com o nosso estilo único de vida, uma oferta gratuita, dom de Deus. Vivemos a vida comunitária multi-intercultural, com características próprias da missão ad Gentes. O sentido de Pertença a Congregação: “Reavivar o dom de Deus que está em cada pessoa” (2Tm 1,6). Além de pertencermos a Deus e a nós mesmas, sentimo-nos parte da Congregação, de um grupo,  que consiste na partilha, modo de viver, pensar e atitudes, onde o “EU” se identifica com o “NÓS”.
Durante  estes cinco dias , as nossas irmãs nos ajudaram nas suas orações, principalmente, a sua dedicação ao serviço, o cuidado pelas outras, o viver como a vela que se consome para iluminar os outros. São como mães que cuidam dos seus filhos com carinho e atenção. São irmãs que vivem o tempo presente com a vida entregue nas mãos de Deus. Vivem no espírito de Comboni: “ O mais feliz dos meus dias será aquele em que puder dar a vida por vocês” e  “gostaria de ter mil vidas para a missão”. As nossas irmãs são figuras vivas que nos dão exemplo do discipulado de Cristo, com muita dedicação.
E você jovem, já descobriu a sua vocação? Está na hora, e é agora, de você buscar e encontrar a sua vocação. Venha nos conhecer.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

3° Congresso Missionario Nacional, Brasil

A Igreja reuniu em Palmas-Tocantins do 12 ao 15 de julho 2012, mais de 600 pessoas representantes dos 17 Regionais da CNBB (dos quais 25 bispos, 12 diáconos, 319 leigos/as, 152 presbíteros, 98 religiosas/os, e 31 seminaristas, 103 convidados), organismos e institutos missionários, grupos de animação missionária entre eles Infância, Adolescência e Juventude Missionária, leigos, ministros ordenados e a vida religiosa consagrada para o 3° Congresso Missionario Nacional, que teve como lema: “Como o Pai me enviou, assim eu vos envio” (Jo 20,21) e como Tema: Discipulado missionário: do Brasil para um Mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II.
As atividades do 3º Congresso Missionário Nacional (3º CMN), iniciadas na quinta-feira, 12 de julho 2012, foram encerradas no domingo, 15/07, com uma celebração Eucarística de envio com participação dos fiéis paroquianos, envolvendo as famílias de Palmas que abriram suas portas para acolher os congressistas em mais de 23 paróquias e em algumas casas religiosas. 12 equipes de serviço contaram com a ajuda de 200 voluntários e 282 famílias que acolheram os congressitas em suas casas. A generosidade foi expressa em um dos banners afixados nos pilares da quadra do colégio: “Igreja que acolhe ama, forma e envia em Missão”.
Em sua mensagem de abertura, o arcebispo de Palmas, dom Pedro Brito Guimarães, disse a seguinte frase: “De agora em diante ninguém vai mais chamar Palmas de abandonada, desolada, cidade mais quente e capital evangélica do Brasil, mas de querida, noiva e esposa do Cordeiro redivivo, coração do Brasil missionário, casa da misão do Brasil".
Foram quatro dias de intensa atividade marcada por palestras, depoimentos e testemunhos de representantes dos conselhos missionários, instituições e organismos missionários ligados à CNBB e às Pontifícias Obras Missionárias (POM), ambas responsáveis por projetos de evangelização no país.
Além de painéis temáticos que refletiram o tema central do Congresso, discipulado missionário: do Brasil para um mundo secularizado e pluricultural, à luz do Vaticano II, o evento deu voz às crianças e jovens, aos leigos, à vida religiosa consagrada e aos ministros ordenados que são os protagonistas da evangelização em frentes missionárias no Brasil e além-fronteiras.
Estes grupos se reuniram em mutirão para partilhar a caminhada feita, reafirmar a vocação de enviados e refletir o ser discípulo missionário. A Infância e a Adolescência Missionária puderam relatar suas experiências e pôr em evidência a Jornada Mundial da Juventude e o Ano da Infância Missionária, a serem realizados em 2013.
Muitos testemunhos puderam ser partilhados na tarde da sexta-feira, emocionando os participantes diante da atuação de leigos/as, religiosas e religiosos brasileiros que atuam na missão ad gentes (além-fronteiras), enfrentando desafios na evangelização dos povos, em lugares como a África (Sudão do Sul e Moçambique), Asia (China, Japão, Timor Leste), Oceânia (Papua Nova Guiné), América (Argentina, Haiti e Amazônia).
O 3º Congresso Missionário Nacional (CMN) encerrou suas atividades no dia 15/07 com as conclusões dos trabalhos realizados nos quatro mutirões: infância, Adolescência e Juventude Missionária(IAJM), Leigos e Leigas, ministros ordenados e Vida Religiosa Consagrada.

IAJM
Levar em conta o contexto secularizado no qual as crianças, adolescentes e jovens missionários estão inseridos, um mundo que exige personalidades fortes para um testemunho profético, comunidades fraternas e comprometidas e muita criatividade e ousadia; maior dedicação na formação dos assessores; trabalho em conjunto com as famílias e uso extensivo das redes sociais, foram pontos acentuados pela IAJM. Lembraram ainda que a infância e a juventude missionária não são um movimento nem um grupo paralelo na Igreja local, mas Obra Pontifícia, portanto sua missão fundamental é cooperar para que o futuro que há na Igreja se abra para a missão ad gentes como sua essência. A IAJM a presentou o programa para 2013/2014: ano da infancia missionaria no Brasil com varias iniciativas: mini congressos para crianças; Congresso Americano da IAM para acessores em Aparecida SP; novos materiais: lenços, broches, artes com crianças personagens, cadernos apra crianças, exposições. Concurso do Hino nacional IAM, oraçao da IAM, spots para radio, videos para internet, programa de TV. E também a presença da POM na JMJ Rio2013: semana missionaria (17 ao 20/07/2013); Feira vocacional (23 ao 26/07/2013); expocatolcia Rio (20 ao 26/07/2013); sede missionaria (20 ao 26/07/2013).
Leigos e Leigas
O mutirão do laicato ressaltou a maior inserção dos leigos no campo missionário, a formação teológica disponível e uma maior igualdade entre a ação dos leigos e dos ministros ordenados, mas falta ainda a compreensão da missão do Conselho Indigenista Missionário, maior conhecimento dos documentos da Igreja e a falta de pastorais de fronteira. Os Leigos sintetizaram o seu ser missionário com a frase de Dom Pedro Casaldáliga: “O evangelizador que não for capaz de permanecer meia hora de silêncio diante do Senhor, neste dia não deveria abrir a boca para pregar nada, pois correria o risco de anunciar a si mesmo e não o Senhor do Reino”.
Religiosos e Religiosas
Comungar é tornar-se um perigo, viemos para incomodar, com a fé e união nossos passos um dia vão chegar”. Com este canto os religiosos e religiosas expressaram aos congressistas o seu jeito peculiar de fazer missão. Reafirmaram a sua vocação missionária de ser presença profética e samaritana em meio ao povo. Pessoas humanas e frágeis (medos, dificuldades, desancantos, incoerências, cansaço...) chamados a ser sinal de esperança, onde muitos deram a propria vida (martirio). A vida religiosa esta presente em tantos lugares onde a vida é ameçada: em defesa das mulheres, no meio do ribeirinhos, povos indigenas, periferias de cidades, na pastoral carceraria, na pastoral da criança, etc. Onde somos provocados a estar? em defesa dos direitos humanos, nas periferias urbanas, em defesa do meio ambiente, em meio aos dependentes químicos, nos meios de comunicação, onde se definem as politicas públicas, contra o tráfico de seres humanos, etc.
No Congresso os Religiosos e Religiosas expressaram os horizontes e perspectivas da VC hoje: a vida consagrada deve ser realizar na INTER: intercongregacionalidade, institutcionalidade, interculturalidade, na novas fronteiras, em conjunto com os leigos e leigas, trabalhando em rede e numa formação missionaria permanente a todos os níveis.
As estatísticas da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) indicam que há 291 padres religiosos, 61 religiosos e 1522 religiosas brasileiros em missão ad gentes, o que mostra a grande força missionária deste grupo, mas ao mesmo tempo a grande responsabilidade de aprir-se a missão ad gentes, pois o Brasil conta com aproximadamente 29.000 religiosos e religiosas.
Ministros Ordenados
Os ministros ordenados expuseram suas conclusões e realçaram o ardor missionário, a missão como fonte de espiritualidade, a capacidade de estar com o povo escutando e partilhando a vida, a mística fundada sobre o encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, a vivência do despojamento e a valorização dos leigos e leigas nos varios setores da Igreja e da sociedade, e das Comunidades Eclesiais de Base, como pontos positivos do seu ser missionário, mas não negaram que na vida missionária o ministério vivido como concentração do poder, a formação insuficiente dos seminaristas na dimensão missionária como eixo que determina a vida do futuro presbítero, a identificação da Paróquia urbana somente a partir co critério geográfico, a impossibilidade de muitas comunidades de participarem da celebração eucarística dominical e o fechamento de vários setores da Igreja para a missão, dificultam o caminho. O mutirão dos ministros ordenados apresentaram também os desejos para o futuro: o fortalecimento e a criação de estruturas de formação missionária nos seminários e o incentivo a iniciativas missionárias, uma maior abertura de Bispos e formadores para a missão.

A novidade sentida neste Congresso é que se deu mais atenção a missão além fronteiras e não somente continental. Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) fez seu apelo para que a Igreja seja mais missionária e sublinhou: "esperamos que esse Congresso realmente ajude a nossa Igreja a ser mais aberta para a missão em todos os âmbitos”.

participaram deste Congresso
Ir Betty Corte Imperial; Janete e Imelda.
missionárias Combonianas

Brasil, (22 julho 2012): o Brasil inteiro celebra a vida




A Pista do Espaço Alternativo em Porto Velho, tornou-se neste domingo 22 de julho, palco da corrida Bote Fé na Vida, promovida pela Igreja Católica para promover a vinda do Papa para o Brasil durante a Jornada Mundial da Juventude, que será realizada no ano que vem no Rio de Janeiro.
Ao todo, a corrida foi realizada em 250 cidades brasileiras. O objetivo, segundo os organizadores, foi 'integrar esporte, saúde e qualidade de vida'.
Jovens de várias paroquias de Porto Velho responderam presente ao convite da corrida pela vida. As 16h os jovens começaram o aquecimento, orientados por um professor de educação física da academia WIN e em seguida deu início a corrida. Durante a corrida os jovens aproveitaram para distribuir panfletos sobre o Bote fé que se realizarà em Porto Velho dias 16 a 18/08 próximo. 
 
Ir Betty Corte Imperial
missionária Comboniana em Porto Velho/RO

quinta-feira, 26 de abril de 2012

GERADORAS DE VIDA, E VIDA EM ABUNDÂNCIA


Por Ir. Nilma do Carmo de Jesus

“Eu vim para que todos tenham vida, e vida em abundância” (Jo 10,10)

Partilhamos com vocês a história de Maria de Lourdes Barcelos Bezerra, apelidada de FORTALEZA.  Uma mulher com experiência familiar riquíssima, filha de agricultores semianalfabetos, mas repletos de valores humanos e cristãos.
Apesar de todos os desafios que a vida interiorana comporta, Fortaleza transformou-os em conquistas. Graduou-se em Educação, em Psicanálise Clínica e fez pós-graduação em Gestão Escolar e em Psicanálise e Inteligência Multifocal.
Fortaleza, convencida de que, para gerar vida, é preciso investir na educação, na luta pela justiça e políticas públicas, não mediu esforços e energias no campo educacional. Atuou como alfabetizadora e orientadora educacional na Rede Pública Estadual, e também fez parte da equipe de coordenação de implantação da Educação Indígena no município de Aracruz – ES, a partir do processo desencadeado pela mobilização, articulação e organização das lideranças Tupinikim e Guarani, Pastoral Indigenista e do Núcleo Interestadual de Saúde Indígena – NISI.  Acreditando que a organização sindical tem um importante papel formador, foi membro da direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Espírito Santo – SINDIUPES. Atualmente, trabalha como vereadora na Câmara Municipal de João Neiva- ES.
Fortaleza nos disse: “Como mulher, tenho determinação e não me deixo abater pelos obstáculos do dia-a-dia. Assim como tantas outras mulheres, tenho fibra, coragem, vontades, sonhos, esperanças e capacidade para lutar por uma sociedade mais justa”.
Esta frase de Fortaleza evoca outras experiências, outras mulheres, igualmente protagonistas de vida. Em 2011, o mundo pôde admirar e festejar a luta e determinação de outras três mulheres que marcaram a história: A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman  foram laureadas com o Prêmio Nobel da Paz de 2011. O prêmio foi concedido a elas por "sua luta não violenta pela segurança e pelos direitos das mulheres na participação do processo da construção da paz".
Maria de Lourdes Barcelos Bezerra, Tawakkul Karman, Ellen Johnson Sirleaf e Leymah Gbowee são exemplos de vida que nos incentivam a superar os desafios cotidianos e fazer a diferença na construção de um mundo mais solidário e justo. Estas mulheres são pastoras que geram vida, e vida em abundância, sensíveis e atentas às necessidades e direitos de todas as pessoas.