Ir. Loreta Dalla Stella
Tive a alegria de participar da Semana Missionária na Paróquia de Conceição da Barra, no setor missionário Itaúnas e na Paróquia de Pedro Canário, no setor missionário de Cristal do Norte.
Tive a alegria de participar da Semana Missionária na Paróquia de Conceição da Barra, no setor missionário Itaúnas e na Paróquia de Pedro Canário, no setor missionário de Cristal do Norte.
Depois de ter lido a carta do Papa, me encontro com a irmã Maria Teresa que me conta um pouco das suas experiências missionárias na República Democrática do Congo, no centro da África. A irmã Maria Teresa é brasileira, esteve quase 20 anos no Congo. Ela fala com muita saudade e alegria do tempo vivido naquela linda terra. Três lugares encontraram espaço no seu coração. Mungbere, Ngilima e Isiro. Os três têm em comum àquilo que o Papa fala na carta. Catequistas, homens e mulheres, jovens,... gente de boa vontade, que querem se formar para ajudar o povo a tomar consciência da própria realidade e de sair da própria situação de pobreza. Um povo que através da evangelização aprende a colocar em campo todos os recursos humanos e espirituais para sobressair.
A segunda experiência que partilhou foi na missão de Isiro. É nessa experiência com mulheres que eu vi fazer-se realidade o pensamento do papa Francisco: as mulheres capazes de ser evangelizadoras e discípulas. Nessa missão a irmã trabalhou em colaboração com os padres Combonianos. Eram quatro irmãs na missão e desenvolviam várias pastorais. A irmã M. Teresa conta com orgulho que acompanhou entre outras pastorais a formação de um grupo peculiar...as mulheres mais vulneráveis: viúvas, prostitutas e mãe solteiras.
Les femmes seules com Jesus-Christ é um grupo de mulheres que querem seguir Jesus, e imitando o caminho de conversão da Madalena, ajudar aos outros, em particular ás crianças malnutridas e ás mães, com o próprio tempo e trabalho. Aí em Isiro eram 45 e criaram um verdadeiro centro desenvolvendo aquela que aqui no Brasil chamamos de pastoral da criança, 3 dias por semana. Estavam divididas em grupinhos e se preocupavam da formação das mães, da cozinha, da plantação de milho, soja, sorgo com os quais preparavam mingau proteico, e das celebrações. A própria formação era cada primeira sexta-feira do mês. Sucessivamente o grupo se estendeu ás outras paróquias e muitas delas iam dar formação para as outras mulheres. A irmã continua a elogiar estas mulheres. Estimulando á autoestima elas, as mulheres do movimento são capazes de cuidar da própria casa, da própria vida e também dedicar tempo e trabalho para o centro. O caminho das mulheres dura 10 anos, depois deste tempo elas tomam verdadeiros compromissos (votos). São mulheres que também dedicam tempo para estar com Jesus, como diz o nome do movimento, em oração. Tem momentos especiais de celebrações como na vigília de quinta-feira santa onde ficam em oração toda a noite. Elas mesmas falam: “Como antes, pelo próprio estilo de vida, fomos capazes de ficar a noite inteira afastadas de Jesus, ora, com a conversão do coração mudamos os “costumes” e dedicamos o mesmo tempo mais perto dele na oração”. Importante foi a criação entre elas de um grupo de 7 diaconisas com a tarefa de cuidar da casa do Senhor, limpeza e preparação das celebrações. Continua contando a irmã do bem que fez para ela a experiência com estas mulheres que continuam indo em frente. Aprendeu a viver com mais compromisso os seus votos e a amar a Cristo de um amor único.
Foi lindo ver a imagem da paróquia de Isiro, lugar onde trabalham essas mulheres. A paróquia dedicada a Santa Ana. 
Mas, o que é “fazer festa”? O que diferencia o feriado de um dia normal? “Por que alguns dias são maiores do que os outros se, ao longo do ano, a luz vem do sol?”, pergunta-se o livro do Eclesiástico.
A festa torna-se, então, um dia “não laborativo”, dia de férias. Um tempo em que, paradoxalmente, deve-se “trabalhar” e esforçar-se para conseguir uma felicidade que, costumeiramente, não é normal em nossas vidas.
O importante é “viver em festa” por dentro. Saber celebrar a vida. Abrir-nos ao dom do Criador. Despertar o melhor que há em nós, e que fica obscurecido pelo esquecimento, superficialidade, atividade, e o ritmo frenético da vida cotidiana.
Uma experiência foi aquela do Congo. Minha primeira missão, meu primeiro amor. Você chega e quer salvar o mundo. Mas depois colocando bem os pés no chão se embate com a vida e a sabedoria do povo. Lembro-me da acolhida e do respeito para o hóspede. É sagrado! Sempre se recebe, quando se visitam as famílias, um banquinho para sentar e um copo de água para beber. Quando vinha alguém nos procurar estávamos tentadas logo de saber o que a pessoa queria, tínhamos pressa. O povo me ensinou o respeito pela pessoa e pela mensagem que traz. É importante sentar-se com ela, não ter pressa e esperar para ouvir a motivação da sua vinda.
Formação de catequistas. Através do projeto “compra um livro”, ajudamos a desenvolver o gosto pela leitura e o desejo de se formar. A paróquia comprava os livros de formação que revendia a um preço menor e mais accessível.
Entre as linhas de uma carta que cheira a estima e
gratidão, o Papa Francisco convida a irmã Dorina Tadiello e as Irmãs Missionárias
Combonianas a ser próximas e regeneradoras
não só das forças saudáveis para a vida, mas também regeneradoras de
humanidade. O bispo de Roma, tocado pela história que a missionária conta do
Dr. Matthew Lukwiya, colega no hospital de St. Mary Lacor, em Gulu, norte de
Uganda, ele faz questão de contar como lhe fez conhecer a vida e a coragem
do médico que lhe ajudou “a criar a
esperança para o futuro da África, que pode contar com tantas mentes e
corações generosos, curar as feridas de tantos pobres e que para nós são a carne de Jesus. "