Entrevista com a Missionária Leiga Patrícia

1) Patrícia, como surgiu o desejo de realizar esta experiência missionária na Prelazia de Humaitá?
Como fazia parte da equipe do SAV da Paróquia de São Mateus, após cada encontro que realizávamos com os jovens ficava pensando porque não eu em dizer também um sim para DEUS. Aí foi aumentando o desejo da realização de uma experiência missionária. Foi então que, conversando com a Irmã Janete, pedi para ela se haveria alguma possibilidade de eu realizar essa experiência com as combonianas, e sugeri para ir para Lima - Peru. No capítulo, em sua viagem à Itália, ela conversou com outras irmãs e na volta disse que no Peru não tinham experiência com leigos então me sugeriu Moçambique ou aqui na Diocese de Humaitá - AM. foi quando chegamos a uma opinião que por eu não ter formação e nem experiências anteriores, poderia começar aqui pelo Brasil, até mesmo como uma fase de estágio, para depois pensarmos em algo mais distante.

2) Como é a realidade do seu campo de missão?
Aqui é uma vila no sul do Amazonas, tudo ainda muito precário, estima-se 9.000 habitantes e a sua maioria migrantes do Sul do país, Mato Grosso e Rondônia, que vieram em busca de terra e condições melhores de vida. O desmatamento nessa região é intenso, com muitas madereiras e fazendas com grandes criações de gados, mas em volta temos a mata virgem com uma riquíssima diversidade natural. O trabalho que irei realizar por aqui é basicamente com os ribeirinhos, povos indígenas e pastorais. Para visitar uma comunidade do interior, dependendo temos que enfrentar horas em estradas com péssimas condições, sem asfalto e dependendo do lugar mais umas 4 a 5 horas de barco. Amanhã começo a minha visita às aldeias indígenas então nessa questão ainda não tenho muito o que falar, depois mando notícias nesse aspecto, e também os trabalhos pastorais da paróquia, como os daí mesmo: catequese, pastoral da criança, dízimo, liturgia, PJ, dentre outros.

3) Quanto tempo você vai permanecer nesta missão? Em que ela está consistindo?
Devo ficar por aqui até o mês de abril, mas pretendo prolongar mais, na realidade a vontade é de nem voltar (risos), aqui o povo é muito acolhedor e o trabalho é intenso, sinto a necessidade de poder dar o meu melhor. Está sendo uma experiência ímpar em todas as áreas da minha vida.

4) Deixe um recado para o povo da diocese de São Mateus.
A saudade é grande, agradeço a cada um que me ajudou na minha formação humana, e espero que todos dêem o seu melhor para o Reino de Deus, que também possam dar o seu sim e juntos caminharmos com dignidade.
Abraços fraternos...

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