Missão é Vida



DISCÍPULA E MISSIONÁRIA

Ir. Nilma do Carmo de Jesus

Da esquerda para a direita: a noviça Daniela, as irs. Suelyn e Luciene
Maria Madalena, com exceção de Maria, mãe de Jesus, é a mulher mais mencionada nos evangelhos. Ela é originária de Magdala, localidade situada na margem ocidental do lago de Tiberíades, de onde o seu apelido “Maria de Magdala” ou “Madalena”. Ela segue Jesus com os apóstolos e outras mulheres, da Galileia até Jerusalém (Lc 8,13), escutando Jesus (como discípula) e se colocando a seu serviço.

Com outras mulheres, mas sem os apóstolos (exceto João), Maria está presente à execução de Jesus. “Estas olham de longe” (Mt 27,56; Mc 15,40-41; Jo 19,25). Com “a outra Maria”, a mãe de Tiago, ela assiste o sepultamento de Jesus. “Elas olham onde ele vai ser colocado” (Mc 15,47), pois, “elas estavam ali, sentadas diante do sepulcro” (Mt 27,61).

Os evangelhos apresentam olhares diversificados e complementares sobre os eventos do primeiro dia da semana, o dia de Páscoa. Mas,  em três trechos, as mulheres são as primeiras a estarem presentes no túmulo e Maria de Magdala está sempre entre elas (Mt 28,1; Mc 16,1-2; Lc 24,10). O trecho de João, que concerne este episódio, fala somente de Maria de Magdala,  primeira e única mulher que chegou antes dos apóstolos, Pedro e João (Jo 20,1). Ela é também a primeira a encontrar Jesus vivo e a reconhecê-Lo (Jo 20,11-17; Mc 16,9). Segundo o evangelho de João, ela é a primeira mensageira da ressurreição de Jesus (Jo 20,18).

Madalena faz a experiência de Jesus Ressuscitado e a partir daí, ganha nova força para testemunhá-Lo com alegria, convicção a todos. Também hoje temos muitas “Madalenas” no Brasil e nos vários recantos do mundo que continuam sendo discípulas e missionárias de Jesus a fim de que todos os povos façam a experiência do amor de Deus Pai-Mãe.

Ao longo da história, a figura de Madalena foi distorcida, mas os evangelhos nos transmitem uma mensagem simples e límpida a respeito dessa mulher que não se cansou de amar, escutar, servir, anunciar e testemunhar Jesus Cristo.

Muitas mulheres continuam anunciando e testemunhando: “Vimos o Senhor, Ele está vivo”. Que o Senhor nos dê um coração aberto para acolher a boa notícia de tantas “Madalenas” no nosso cotidiano. 







 
Cécile Kyenge Kishatu

Por Ir. Nilma do Carmo de Jesus


Cécile Kyenge Kishatu é originária da República Democrática do Congo e vive na Itália há 30 anos. É oftalmologista e política. A primeira mulher negra na história da Itália a assumir o papel de ministra da Integração. Ela é símbolo da diversidade, da riqueza cultural e política para a sua nova nação.

O Plano de São Daniel Comboni visava a formação da mulher como protagonista do seu povo. Comboni dizia: “Às jovens negras se dê uma formação para que sejam catequistas, professoras ... ”  (cf. Plano 1864, nº 2774) .

O sonho de Comboni e da família comboniana se torna realidade cada vez que uma pessoa assume em primeira pessoa o papel de agente de transformação na sociedade. Comboni disse: “Eu morro, mas a minha obra não morrerá”.

Cécile é um exemplo de que a obra e o ideal de Comboni estão bem vivos. Como protagonista no mundo político ela luta pela dignidade e cidadania de todos os migrantes, sobretudo aqueles que não têm vez nem voz, para que possam entrar no mercado de trabalho e serem reconhecidos como cidadãos.

Com Miriam, a irmã de Moisés, queremos cantar a grandeza de Deus (cf. Ex 15,20-21), mas não cantamos quando temos medo, quando estamos desesperadas ou adormecidas. Nós cantamos quando esperamos tempos melhores, quando celebramos um evento. “Cantai ao Senhor, porque Ele triunfou”. Com o coração dançando de alegria, cantemos ao Deus da vida que caminha com o seu povo, e ilumina pessoas como Cécile, que luta para que os migrantes possam ter vida digna e direito de cidadania.

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