Entrevista com Ir. Sandra Regina Amado




                                                ENTREVISTA
                                                        Ir. Nilma do Carmo de Jesus

Querido/a internauta, querida jovem, o Senhor continua chamando, ouçamos atentos os apelos do Senhor, com a certeza que Ele nos chama e nos envia em missão como discípulos/as missionários/as. Agora, vamos entrevistar a ir. Sandra que com ousadia e determinação respondeu ao chamado do Senhor.
 
1) Ir. Sandra diga para o nosso querido/a internauta, de onde você é, e como surgiu a sua vocação?

·         Eu nasci no Paraná, mas nos mudamos para Rondônia – Rolim de Moura quando eu tinha 15 anos.
·         Minha vocação despertou quando comecei a trabalhar na catequese da minha paróquia. Conheci uma comunidade de irmãs de países diferentes que trabalhavam com a formação da liderança da nossa Igreja. Fiquei perturbada com a existencia de tal grupo com um nome esquisito chamadas Combonianas.
·         Aos poucos nasceu minha vocação ao admirar o trabalho dessas irmãs. O martírio do Pe. Ezequiel Ramin, jovem Comboniano na minha diocese, confirmou que eu tinha que fazer algo a respeito desse  chamado.

2) Qual é a Palavra de Deus que mais te tocou na sua caminhada vocacional? Por quê?
·         “Não tenhas medo eu estou contigo . . .” (em várias passagens da Bíblia essa palavra me desafia)
·         Essa passagem sempre toca porque não estou sozinha, Deus está comigo sempre.

3) Onde você atua como missionária comboniana? Conta para nós, onde fica esse país? Como é a vida do povo?
·         Trabalho como missionária no Sudão do Sul desde 2007. Este país fica no nordeste da África, perto do Egito, da Etiópia e vários outros países africanos.
·         O povo Sul-Sudanês sofreu mais de 50 anos amargos de guerra contra o Sudão até conseguir sua independência em 2010. 
·         A guerra dizimou parte da população que agora é apenas 8.2 milhões de habitantes.
·         A situação do Sudão do Sul é crítica por causa da pobreza apesar de ser um país rico em petróleo, água do Nilo, minérios e sua gente.
·         Os problemas mais graves são a corrupção e o subdesenvolvimento. A classe política parece alheia ao sofrimento do país e do povo.

4) São Daniel Comboni dedicou a sua vida em favor do povo do Sudão, e elaborou um Plano da Regeneração da África, como está sendo atualizado esse Plano de Comboni pelas irmãs missionárias combonianas, hoje?
·         Hoje as irmãs missionárias Combonianas estão envolvidas com os trabalhos de educação, saúde, catequese e comunicação.
·         O projeto a ser levado em conjunto com os irmãos Combonianos é a formação da rede das rádios católicas espalhadas por todo o Sudão do Sul. Agora já são indispensáveis para a comunicação do povo.
·         Outro trabalho é a participação no projeto Solidarity (Solidariedade) com o Sudão do Sul. É um trabalho em conjunto de muitas congregações e ordens religiosas de mulheres e homens solidários com a situação do país. Trabalham na formação de professores (as), enfermeiros (as), pastoral e agricultura comunitária.
·         Participo em nome da Combonianas desse trabalho na área da formação professores colaborando com a educação do Sudão do Sul. Atuamos com dedicação na preparação de gente qualificada para o bom desenvolvimento do país.
5) O que mais te tocou da cultura, da vida do povo do sul do Sudão?
·         Na verdade, são vários povos ou seja 69 etnias diferentes no Sudão do Sul.
·         Os grupos maiores são Dinka, Nuer, Azande, Bari, Topoza etc. Cada etnia tem sua própria  característica. Ultimamente, entro em contato com muitos destes povos. Apesar da diferença entre eles, o que me toca é a resiliência, a fortitude destes povos. Já imaginou 50 anos de guerra e ainda são capazes de sorrir e continuar a luta da vida prontos para qualquer desafio?  A maioria dessa força vem de mulheres corajosas, capazes de caminhar muitos quilometros para encontrar água para a família ou trabalhar na terra com as próprias mãos. Gente sofrida mas  cheia de esperança.

6) No próximo dia 15, você retorna para a terra prometido do Sudão do Sul, qual é a mensagem que você quer deixar para o jovem e a jovem que está nos acessando?
·         Minha mensagem é “vale a pena” ser missionário (a)!
·         Não tenham medo de participar da missão da Igreja pelo mundo afora. Vale a pena dar a vida para construir um mundo de paz. Vale a pena participar do sonho de São Daniel Comboni de levar uma mensagem de solidariedade e paz a todos, principalmente na África.

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